QUEM É O MARQUITO

Atualmente é Vereador em Florianópolis pelo PSOL. Foi o segundo mais votado na cidade. É Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agroecossistemas pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. 

 

É referência em compostagem, agricultura urbana, permacultura, segurança alimentar, gestão de resíduos e agroecologia no Brasil e mundo. 

São pautas que carrega consigo, com coerência, nas suas ações práticas do cotidiano e no seu mandato agroecológico, com luta e resistência na garantia dos direitos sociais e ambientais, e construindo proposições para implementação e garantia de políticas públicas.

Construindo a Transição Agroecológica na Cidade, Campo e Florestas!

ATIVISTA

Amor, coerência e resistência são sentimentos e posicionamentos que norteiam e costuram a trajetória de Marcos José de Abreu, o Marquito. A sua origem é humilde, tanto que ocupar cargos de representatividade e co-criar ações ambientais e sociais tão importantes nacionalmente não estavam previstas, como ele mesmo conta. “É conquista, do lugar de onde eu venho não existia essa possibilidade”.

Ativista pela vida, autonomia e consciência, é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agroecossistemas pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Agroecologia, gestão de resíduos, agricultura urbana, permacultura e segurança alimentar são pautas que carrega consigo, nas ações práticas do cotidiano ou enquanto figura pública representativa destas temáticas.

VEREADOR

Em 2016 se candidatou e foi eleito vereador por Florianópolis. Foi o segundo vereador mais votado na cidade, 5.448 pessoas acreditaram na coerência de Marquito. Em menos de três anos de mandato foi autor e conseguiu aprovar junto à Câmara o PL que cria uma Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica na cidade e o PL que reconhece a Maricultura familiar, a pesca artesanal e o extrativismo de berbigão, como atividades de interesse social e econômico,  a PL da Compostagem, PL dos Direitos da Natureza, PL Floripa Zona Livre de Agrotóxico e muitas outras possibilitando condições para construção de uma Floripa mais ecológica e com justiça social.

A CAMINHADA

Por causa das bochechas rosadas era conhecido como “Porquinho” entre os moradores do Dona Adélia, bairro da infância. Nasceu em Florianópolis e cresceu em São José, entre a roça e a cidade. Antes da vida acadêmica, veio a percepção social e ecológica, trazida tanto pelas vivências familiares, grupo de amigos, quanto pela capoeira na época da adolescência. “A ecologia se manifesta de maneira muito simples na capoeira, ali foi um passo importante para o meu despertar”, conta Marquito.

Entre trabalhos, cidade, roça e capoeira veio a vontade acadêmica. Entrou no curso de Naturologia, em 1999. Ali, segundo ele, se deparou com um mundo de autoconhecimento, teve contato com a ecologia profunda e a física quântica. E, nesse momento, a bicicleta era seu principal meio de transporte. “Fazia mais de 70 quilômetros por dia entre casa, trabalho e faculdade”, relembra Marquito.

É também durante a faculdade de Naturologia que inicia o trabalho com jovens da periferia. O primeiro contato foi na Chico Mendes, onde por quatro anos, de 2000 a 2004, com adolescentes de 14 a 18 anos, co-construiu mosaicos de azulejo aplicados em comunidades periféricas em processo de urbanização em vários bairros de Florianópolis.

Já não fazia sentido para o Marquito pagar a faculdade privada, então conseguiu com muita dedicação entrar no curso de Agronomia da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Aprendeu com amigos a fazer peças de artesanato e tatuagem de henna, com a qual trabalhou por quatro verões nas praias de Florianópolis. Foi com as economias desse trabalho que comprou um terreno e junto a um grupo de amigos conceberam uma casa.

“Construímos uma casinha com nossas próprias mãos, totalmente feita de materiais de recuperação, com banheiro seco, aquecimento natural e, além de tudo, linda. Chamamos de Base.” – Marquito

A Base é outro marco na história e relação do Marquito com a terra e a vontade de viver de maneira simples e em harmonia com a natureza. Nessa época, em 2002, veio morar no sul da ilha, onde está até hoje. Além da Base, o trabalho como bolsista no Cepagro – Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo alimentou o contato com a permacultura e agroecologia.  

Assim que se formou em agronomia foi contratado pelo Cepagro como Coordenador Urbano e pôde desenvolver programas que contemplavam a agricultura Urbana, permacultura, agroecologia, compostagem e segurança alimentar.  “Voltei às origens e a primeira comunidade que pensamos a implantação do programa de Agricultura Urbana foi na Chico Mendes. Vi como uma forma de agradecer todo meu despertar para a realidade das periferias e o desejo que nasceu em mim de transformação social.”, conta Marquito.

E, mais uma vez, a Chico Mendes marca a história do Marquito. Por uma urgência, devido à sujeira nas ruas e proliferação de ratos, vem a necessidade da própria comunidade se responsabilizar por seus resíduos orgânicos, já que o poder público não resolvia a questão. Nasce, em 2008, a Revolução dos Baldinhos.

“A Revolução dos Baldinhos transformou a vida do bairro, dos jovens, dos moradores daquela comunidade. Transformou a visão do país em relação aos resíduos orgânicos. A compostagem, bem manejada, passou a ser sinônimo de saúde.” – Marquito

Já se passaram dez anos desde a implantação da Revolução dos Baldinhos. Hoje o projeto é modelo não só em Santa Catarina, mas no Brasil. Reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como referência em Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana. Inspirou iniciativas no SESC e na Prefeitura de São Paulo. Atualmente está em fase de implementação a Escola Popular Revolução dos Baldinhos. “A gestão dos nossos resíduos orgânicos com agricultura urbana é a realização do sonho de um mundo mais justo, equilibrado e cíclico”, atenta Marquito.

PARTICIPAÇÃO DOS ESPAÇOS COLETIVOS

Os espaços políticos precisam ser ocupados com amor, coerência e resistência. Afinal, são espaços de disputas, defesa dos direitos do povo e de uma forma de controle social no governo. “Somente ocupando e nos apropriando dos lugares de poder conseguiremos influenciar as políticas públicas”, defende Marquito

Olha só os espaços que ele já ocupou e defendeu as temáticas que acredita:

  • Presidente do CONSEA/SC - Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (2012 a 2016)

  • Vice coordenador representando à Câmara Municipal de Florianópolis no FCCIAT - Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos Coordenador de Agricultura Urbana do CEPAGRO – Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (2006 - 2016)

  • Co-Criador do Projeto Revolução dos Baldinhos nas comunidades Chico Mendes e Monte Cristo (2008)

  • Conselheiro da Associação Slow Food Brasil (2014 – 2017)

Marquito também participou ativamente:

  • Membro do GT – Grupo de Trabalho do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, representando o CEPAGRO, que construiu a resolução sobre compostagem (2016) - Leia mais...

  • Curador da setorial de cultura alimentar do Conselho Municipal de Cultura de Balneário Camboriú (2015) - Leia mais...

  • Foi um dos quatro representantes oficiais do Brasil para a I Conferência Internacional de Agricultura Urbana em Berlim (2017) - Leia mais...

  • Como representante do CEPAGRO foi o Responsável Técnico e idealizador do projeto piloto de compostagem de podas e resíduos de feiras da cidade de São Paulo, chamado Feiras e Jardins Sustentáveis, com o piloto do Pátio da Lapa (2014 – 2017)

  • Autor do Manual de Compostagem do Ministério do Meio ambiente, do Boletim Técnico de pátios de compostagem de pequeno porte (FAPESC, FATMA, UFSC e COMCAP) e autor de diversas cartilhas e boletins do CEPAGRO com temáticas sobre banheiro seco, compostagem, agricultura urbana e agroecologia.

  • Responsável Técnico e idealizador do programa de compostagem da Rede SESC de Santa Catarina.

  • Responsável Técnico da I Mostra de Compostagem e Agricultura Urbana em parceria com o SESC.

  • Co-criador das comunidades do alimento do SLOW Food da farinha polvilhada de SC, do berbigão e da bijajica.

  • Co-autor do projeto que ganhou o edital do ponto de cultura Engenhos de Farinha do litoral Catarinense (2012)

  • Participante de quatro edições do Terra Madre (2010, 2012, 2014, 2016)

"Por um mundo onde caibam vários mundos, onde todos os seres (humanos e não humanos) possam desfrutar de uma vida digna." 

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